






A proposta de integrar os novos pisos na estrutura compositiva do edifício parte da análise do projeto original, constante no arquivo histórico, que previa cinco pisos de habitação em vez dos quatro que existiam. Assim, propôs-se a reposição desse piso “perdido”, mantendo o desenho original, de forma a recuperar o equilíbrio das proporções entre a base e o corpo do edifício, conforme idealizado pelo arquiteto do projeto original, Pardal Monteiro.
Os dois pisos superiores adicionais, embora respeitem a continuidade formal do conjunto, adotam uma linguagem mais sóbria e diferenciada. Para esse efeito, foi criado um novo volume em zinco, ligeiramente recuado em relação ao plano da fachada, que não só “completa” o edifício, como também reforça a harmonia da sua composição.


Na fachada, foram preservados os elementos arquitetónicos mais emblemáticos, como os embasamentos em pedra, a porta principal do edifício, as cantarias dos pisos superiores e os relevos escultóricos em baixo-relevo. A manutenção e replicação destes elementos nos novos pisos foram essenciais para garantir a continuidade da essência e da história do edifício.
No interior, conservaram-se também, os elementos de maior valor arquitetónico, nomeadamente o átrio principal e a caixa de escadas original, com a sua estrutura em madeira e metal, que foi igualmente replicada nos pisos de ampliação, assegurando a coerência estética e material do conjunto.






Encostado à empena cega do edifício vizinho, na Rua Filipe Folque, foi criado um núcleo de elevadores, aproveitando essa zona menos favorável para garantir um acesso pleno a todos os pisos. Para tornar este espaço mais aprazível, integrou-se um jardim vertical exterior, proporcionando uma vista mais agradável às varandas voltadas para o logradouro e aos acessos adjacentes.









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